História

Criado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 1969, quando o Brasil expandia-se em torno de 10% ao ano e vivia o início do chamado “milagre econômico”, o IEL iniciou suas atividades com uma proposta avançada para a época: aproximar os estudantes das linhas de montagem por meio de estágios supervisionados.

Nos anos 1990, quando o Brasil abriu suas portas para a concorrência externa e a defasagem tecnológica da indústria brasileira, ficou visível que o IEL começou a diversificar suas atividades. A partir daí, o contato permanente com experiências internacionais predominantemente européias levou o IEL a ser procurado por empresários que buscam o aperfeiçoamento da gestão de seus negócios, da inovação tecnológica e da modernização das práticas empresariais.

Um importante marco no redirecionamento das ações da entidade foi o lançamento do Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015. O documento desenha o Brasil que a indústria quer para 2015, com indicadores e metas para os próximos anos, e atribui ao IEL a incumbência de promover o aperfeiçoamento da gestão, a capacitação empresarial e a interação entre as empresas e os centros de conhecimento.

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A história da indústria brasileira se confunde com a própria história do país. É impossível contar uma, sem abordar a outra. Por isso, vamos acompanhar ao longo das décadas a evolução da economia, fatos históricos e medidas que tornaram possível o desenvolvimento e o futuro que vemos hoje, acompanhando de perto a influência de Euvaldo Lodi, através do CNI, SENAI, SESI E IEL, nessa história.

O Insituto Euvaldo Lodi – IEL leva o nome do industrial que fundou a Confederação Nacional da Indústria – o CNI em 1938, de onde se originaria mais tarde, o IEL. Um firme defensor da indústria brasileira, Lodi dava origem ali ao órgão máximo do sistema sindical, que desde sua fundação defende os interesses da atividade industrial nacional.

Pode-se dizer que a indústria nacional foi uma vencedora ao fim da Segunda Guerra Mundial. Graças a uma arrancada de instalação de novas fábricas brasileiras para substituir as importações durante o período de guerra, houve uma grande expansão no setor. Com o impulsivo crescimento e o fim da guerra também vieram as reivindicações de melhores salários, condições mais dignas e maior apoio à capacitação industrial. Nesse momento, em 1942, Euvaldo Lodi através do CNI, cria o Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários – SENAI – com o objetivo de organizar e administrar escolas de aprendizagem. E mais tarde, em 1946, nasceria o Serviço Social da Indústria – SESI – voltado para promover o bem-estar do trabalhador da indústria.

A indústria brasileira ganhou muitos aliados na década de 50. Como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criado em 1952, que desde sua fundação auxilia o progresso do país ao financiar empreendimentos industriais. A Petrobras também surge nesse cenário em 1953 valorizando o capital e a indústria nacional. Já a partir de 1956 o Brasil inicia um período de abertura e medidas econômicas favoráveis ao crescimento e aumento considerável na produção de bens de consumo, com o Plano de Metas do presidente Juscelino Kubitschek. São “os anos dourados”.

A década de 60 marca o início do chamado “milagre brasileiro” com um forte movimento de dinamismo econômico e acelerado crescimento da indústria nacional. O período a partir de 1968 marca uma fase de contradição entre a prosperidade econômica e falta de liberdade política. Apesar das dificuldades encontradas no âmbito político, foi justamente nessa época que o país encontrou propostas inovadoras de expansão da economia. Uma dessas propostas foi a criação do Instituto Euvaldo Lodi em 1968, com uma iniciativa arrojada de integrar o eixo universidade-indústria como fator de desenvolvimento humano, econômico e industrial, alinhada às tendências de pensamento que emergiam do mundo moderno.

Na década de 70, o projeto de Treinamento Profissional, como foi chamado o projeto estágio do IEL, progredia exponencialmente, beneficiando mais de 9 mil universitários. Sua relevância foi decisiva para a formulação do Manual do Estágio, criado pelo IEL em função da experiência obtida com o programa. O Manual foi reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC – como metodologia consagrada. Essa parceria universidade-indústria contemplava até meados da década, convênios com 22 universidades brasileiras e produzia estudos, pesquisas e publicações que formavam uma base de dados antes nunca existente sobre esses setores. A partir de 76 o IEL passou a assumir estudos mais avançados, com o objetivo de refletir e antecipar tendências para o meio industrial.

Na década de 80 o IEL direcionou o foco de seus estudos para questões ligadas ao contexto econômico e social, como políticas salariais, modelos sindicais, problemáticas das pequenas e médias empresas, recursos humanos e incorporação de novas tecnologias. O período também foi marcado por forte crise econômica que não desanimou o IEL a encaminhar cerca de 13 mil universitários para mais de mil empresas. Inclusive, o Instituto assumiu papel importante incentivando uma formação universitária canalizada para a execução de projetos próprios – um primeiro estímulo ao empreendedorismo, tendência que chegaria apenas em 1990. Em 1986 é assinado o protocolo de intenções entre a CNI e o Conselho de Reitores das Universidades do Brasil (CRUB) que direcionou a conduta do IEL até meados da década seguinte.

A nova década exige do IEL um posicionamento forte ligado à inovação. Novas parcerias são formadas nesse sentido e muitos projetos são lançados fim de desenvolver a competitividade das indústrias e de estimular o conhecimento. Assim, temos o Programa IEL de Competitividade Industrial; o Programa Educação pela Qualidade – PEQ; o programa de Ensino a Distância que instalou 500 telepostos na região Amazônica e alfabetizou 13 mil pessoas; o programa de Bolsas IEL/SEBRAE/CNPq – hoje programa Bitec; o programa de Capacitação Empresarial e o Prêmio IEL de Estágio. Com uma experiência em projetos de estágio consolidada, o IEL passa a promover cursos de educação executiva em parceria com institutos europeus com foco na internacionalização de empresas brasileiras e gestão estratégica para dirigentes empresariais. Exemplos de sucesso são o curso de educação executiva em parceria com o  IMD – International Institute for Management Development, em Lausanne, na Suíça, que teve cinco edições entre 1999 e 2003, e a parceria do IEL com o INSEAD –, na época, European Institute of Business Administration -, em Fontainebleau, França, que perdura até hoje.

O IEL começa realmente a ganhar o mundo. Em 2001 passa a fazer parte do programa de cooperação empresarial entre pequenas e médias empresas da América Latina e Europa – AL INVEST. Em 2003 o IEL organiza sua primeira rodada de negócios na Europa, durante a feira internacional SIMO TCI, em Madri. Em 2005 o Instituto firma convênio de transferência de tecnologias e cooperação entre pequenas e médias empresas do Brasil e Europa. Em 2006 inicia parceria com a Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Em 2007 inaugura sua ação de capacitação em parceria com o campus do INSEAD em Cingapura e missões empresariais na China. No mesmo ano há reformulação da atuação do Instituto que é voltada para resultados, em torno de ações de estágio, educação executiva e desenvolvimento empresarial. E assim o Instituto Euvaldo Lodi caminhou para seu 40º aniversário em 2009.

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